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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

NOVE ENSAIOS DANTESCOS & A MEMÓRIA DE SHAKESPEARE - Jorge Luis Borges (Editora - Companhia das letras) 104 páginas




Os ensaios dantescos me deu uma vontade arrebatadora de reler A Divina Comédia.  Borges instrui e esclarece pontos obscuros, se apoiando em diversos outros estudos sobre a obra de Dante. Ele meio que me deu uma aula sobre um dos livros mais famosos da literatura mundial. Ele usa de um labirinto de metáforas, instiga a ler ou reler e olhar de várias maneiras diferentes a grande obra. Mostra como Dante foi tão magistral que existem várias coberturas e esconderijos secretos nas entrelinhas.
A tradução que li na minha adolescência confesso que não foi das melhores, por isso estou pesquisando e escolhendo qual seria a melhor tradução. Se alguém tiver alguma dica de alguma edição, deixe nos comentários.

Em seguida vem “A memória de Shakespeare” e mais três contos fantásticos e originais.
Quatro contos perfeitos.
 “O outro”, do Livro de areia, de outra e mais complexa perspectiva. Ainda em outro caso de obsessão está o conto “25 de agosto de 1983”, onde Borges encontra a si mesmo, envelhecido, em um quarto de hotel.
Não sei se amei apenas porque eu sou fascinado por sonhos ou são textos brilhantes, povoados de lirismo, finas ironias e enredos extremamente originais.
Parece impossível definir Borges em apenas uma palavra, genial.
O início do segundo conto, "tigres azuis", me fez refletir o belo e o fantástico.
 "a rosa de Paracelso" é uma bela lição sobre o valor das coisas. E "a memória de Shakespeare" é uma história que mostra o quanto Borges era mais sabido do que todos os neurologistas juntos, quando o assunto é a memória. Um conto brilhante, como todos os outros.
O conjunto formaria com algumas histórias não escritas um novo livro de contos, inacabado com a morte do autor em 1986.
Foi o primeiro livro que li de Borges, que pena que descobri tardiamente esse louco magnífico.
ÁS vezes ficava procurando distopias americanas e europeias, contos fantásticos do primeiro mundo e um argentino coloca a maioria no bolso em matéria de originalidade e frescor.
Todo mundo fala de Gabriel Gárcia Márquez e José Saramago, que nada sou mais o Borges.
Já estou lendo o Aleph e já coloco Jorge Luis Borges como um dos meus escritores favoritos.

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