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terça-feira, 28 de julho de 2015

Pesadelos e paisangens noturnas(1993) - Stephen King - (Editora Objetiva)





Pesadelos e Paisagens Noturnas I(1993) 278 páginas - O convite está feito. Segure o fôlego e mergulhe neste universo macabro e fascinante do grande mestre do terror. Em Pesadelos e Paisagens Noturnas - livro em dois volumes, Stephen King reúne suas melhores novelas. Histórias "muito estranhas", como ele mesmo diz, escritas em diferentes épocas, provando sua maestria também em narrativas curtas.

Minha opinião:
Destaco como os meus preferidos os contos -”O cadillac de Dolan” e “Sabe, eles têm uma banda dos diabos”.
O primeiro é uma estória sensacional de vingança e criatividade. Curiosamente é o primeiro conto. O outro é o último do livro. Não contarei nada dele para não dar spoiler. Apenas digo que todo apreciador do bom e velho rock gostará e muito desse conto.
Os outros dois contos que destaco um pouco abaixo desses dois são “Dedicatória” e “par de tênis”.
O primeiro reúne uma mãe, um filho, dois pais, uma bruxa e um livro.
No segundo também tem rock, um cantor famoso, um mistério e um crime.
Os outros contos não me agradaram muito, só que isso depende de cada um.
Stephen King sempre escreve muito bem.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Neuromancer(1984) edição comemorativa de 25 anos - William Gibson(Editora Aleph)







Neuromancer, de William Gibson, é uma das mais famosas novelas Cyberpunk e ganhou os três principais prêmios da ficção científica: Nebula, Hugo e Philip K. Dick, após sua publicação em 1984. Esse foi o primeiro livro de Gibson e o começo de uma triologia.
Neuromancer é um livro de ficção científica que introduzia novos conceitos para a época, como inteligências artificiais avançadas e um cyberespaço quase que “físico”, conceitos que mais tarde foram explorados por Masamune Shirow em seu mangá Ghost in the Shell e no filme Ghost in The Shell (no Brasil, "O Fantasma do Futuro"), dirigido por Mamoru Oshii, este serviu de inspiração aos irmãos Wachowski na criação da trilogia Matrix.

Sinopse
No futuro, existe a matrix. Uma espécie de alucinação coletiva digital na qual a humanidade se conecta para, virtualmente, saber de tudo sobre tudo. Mas há uma elite que navega por essa grande rede de informação - os cowboys. Case era um deles, até o dia em que tentou ser mais esperto do que os seus patrões. Que fritaram suas conexões com o ciberespaço, tornando-o um pária entre os seus iguais. Ele vaga pelos subúrbios de Tóquio, mais envolvido do que nunca em destruir a si próprio, até ser contatado por Molly, uma bela e perigosa mulher que, assim como ele, desconfia de tudo e de todos. Os dois acabam se envolvendo numa missão cheia de mistérios e perigos. Esta edição comemorativa de 25 anos de 'Neuromancer' conta com nova tradução de Fábio Fernandes e prefácio de William Gibson. O romance de estréia de Gibson é o primeiro volume da chamada 'Trilogia do Sprawl', que ainda inclui os livros 'Count Zero' e 'Mona Lisa Overdrive'.
Edição comemorativa de 30 anos - contém os extras: prefácio do autor escrito especialmente para o público brasileiro, três contos inéditos no Brasil e ambientados no universo Sprawl: Johnny Mnemônico, Hotel New Rose e Queimando Cromo (os contos trazem personagens e eventos presentes no livro) e uma entrevista de Gibson concedida ao escritor e crítico literário Larry McCaffery.

Minha opinião:
Eu acabei me decepcionando. Esperava muito do livro e acho que isso influenciou negativamente. Pensei, nossa o filme que influenciou matrix, diria mais que isso. O nome matrix vem desse livro, assim como o conceito do que é para como funciona. Os irmãos Wachowski comentaram quase um plágio. Voltando ao livro, eu gostei, acontece que comparado ao filme... a regra diz que “o livro é sempre melhor que o filme”, dessa vez a regra foi quebrada. Não tivesse assistido e soubesse o que é matrix, ficaria perdido no enredo confuso e com alegorias baratas e sem sentido. A trama não empolga, confesso que mais da metade do livro, li forçado e sem nenhum prazer.  Na maioria das vezes que isso acontece, acabo desistindo, não tenho tempo á perder. Continuei na esperança que iria melhorar, não foi assim. Talvez se não existisse o filme, teria gostado um pouco mais, nunca saberei.
Mesmo assim recomendo para todo fã de matrix ou de ficção científica. Quem não se encaixa nessas duas categorias,certamente não gostará do livro.
Quanto a edição de 25 anos, mais uma vez a editora Aleph acertou em cheio. O livro é lindo, com um acabamento único e inovador. Pena que a “capa e edição” são bem melhores que a estória em si. Vale cada centavo. Um dos livros mais bonitos da minha estante.







segunda-feira, 6 de julho de 2015

Laranja mecânica(1962/2012) – edição comemorativa de 50 anos – Anthony Burgess(Editora Aleph)







Laranja mecânica(1962/2012) – edição comemorativa de 50 anos – Anthony Burgess(Editora Aleph) 352 páginas.
Publicado pela primeira vez em 1962, e imortalizado 9 anos depois pelo filme de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica não só está entre os clássicos eternos da ficção como representa um marco na cultura pop do século 20 . Meio século depois, a perturbadora história de Alex – membro de uma gangue de adolescentes que é capturado pelo Estado e
submetido a uma terapia de condicionamento social – continua fascinando, e desconcertando, leitores mundo afora.

Minha opinião:
A edição especial de 50 anos é sensacional! Com certeza um dos mais bonitos livros da minha estante. Os extras, o papel especial, ilustrações, tudo.
Agora vamos ao livro em si. Não tem como ler e não se lembrar das cenas do filme. Ainda mais se você é como eu, e vê as cenas vivas na sua mete, enquanto lê o livro. Imagens tão vivas e reais como assistir a um filme na tela grande. Faz mais de cinco anos desde a última vez que vi a película do genial Kubrick. Por isso, não lembrava tudo, vagamente e o livro ajudou a reavivar essas lembranças. O que ficou e isso não esqueço, foi á sensação de adorar ao filme e torna-lo um dos meus preferidos. Não sei, pensei que ia amar ao livro, esperei muito e talvez por isso a decepção. O personagem principal Alex, talvez nos anos sessenta quando Burgess escreveu o livro, ele com duas atitudes fosse um monstro assustador. Hoje em dia e comparando ao que assistimos diariamente nos noticiários, ele parece um coroinha simpático. Vivo no Brasil e perto das nossas “crianças” malvadas de quinze anos, Alex é um mais um e nem fica perto de ser o pior. O que chocava antes, infelizmente não tem o mesmo efeito, virou parte do cotidiano televisivo. Como se não existisse de verdade. Por isso, não impressionou a mim e quase certamente será assim com você meu amigo (a) tupiniquim.
Não escreverei spoilers, somente digo que a atitude do estado no livro com o “herói” Alex, hoje seria tema de debate e aposto que 85% da população aprovaria esse método.
O tema central é esse, até onde pode ir o governo? Podemos tirar a liberdade de um bandido ou ser humano? Existe recuperação ou salvação? O problema é a falta de educação ou leis brandas demais? Pena de morte ou mais amor? Um pouco de cada? O que você acha?
Por isso o livro não me empolgou tanto, ressalto a inventividade do autor criando uma língua “nadsat”. Os extras valem a pena, assim como essa edição. E sem medo de ser injusto afirmo, não fosse o filme de Kubrick, esse seria um livro esquecido ou quase isso. Kubrick garantiu a Burgess o nome gravado na história literária, dinheiro, fama e seu único best- seller.

Esta edição especial de 50 anos em capa dura e impressa em duas cores (preto e laranja), inclui:

*Ilustrações exclusivas de Angeli, Dave McKean e Oscar Grillo

*Trechos do livro restaurados pelo editor inglês

*Notas culturais do editor

*Artigos e ensaios escritos pelo autor, inéditos em língua portuguesa

*Uma entrevista inédita com Anthony Burgess

*Reprodução de seis páginas do manuscrito original, com anotações e ilustrações do autor

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A Paixão segundo G.H. (1964) – Clarice Lispector (Editora Rocco) 180 páginas.





Esta obra conta o pensar e o sentir de G.H., a protagonista-narradora que despede a empregada doméstica e decide fazer uma limpeza geral no quarto de serviço, que ela supõe imundo e repleto de inutilidades. Após recuperar-se da frustração de ter encontrado um quarto limpo e arrumado, G.H. depara-se com uma barata na porta do armário. Depois do susto, ela esmaga o inseto e decide provar seu interior branco.

Minha opinião:
Não fique com raiva, o que escrevi acima, apenas copiei o que está em todas as sinopses do livro. Poderia ser spoiler se esse fosse um romance comum, garanto que não. Nada de romance, arriscaria a dizer que é um texto filosófico e magistralmente escrito pela genial Clarice. De todas as suas obras que li, foi a que mais gostei. O enredo não sai disso mesmo, G.H. e a barata e o cenário é o antigo quarto da empregada. Nada mais do que isso. O tesouro literário é o que ela discorre e escreve a partir desse assunto banal. Faça um teste, pegue o livro e o abra aleatoriamente e leio uma passagem. Faça isso umas cinco vezes e decida se quer ir até ao final. Ler simplesmente essa obra da forma natural e corriqueira é um pecado e pode tornar-se maçante. Faça as duas coisas e depois faça isso que escrevi acima. Terá diante de si, frases e passagens memoráveis, que autora demonstra todo o seu conhecimento da língua lusitana, talento e estudo da vida e alma humana. Aconselho a lê-la somente os maduros, com alguma bagagem literária e certa experiência na dor e na vida.