Páginas

terça-feira, 30 de setembro de 2014

A rainha do castelo de ar(2009) Stieg Larsson - Editora CIA das Letras


A Rainha do Castelo de Ar(668pgs) é um livro escrito pelo sueco Stieg Larsson. É o último volume da trilogia millenium. Foi publicado postumamente em sueco em 2007 e em outros países em 2009. Larsson escreveu os três romances antes de mostrar a uma editora. Então, em 2004 ele morreu de um ataque cardíaco aos 50 anos, antes que o primeiro fosse publicado, "Os homens que não amavam as mulheres", é essencialmente um mistério sobre o desaparecimento de uma jovem, o próximo livro, "A menina que brincava com fogo", traz a história do submundo do crime organizado e corrupção política. Larsson era editor-chefe de uma revista antirracista, e um especialista em organizações de extrema-direita e nazistas. Ele usou esse cenário na criação da revista fictícia, o Millennium. Ele também usou seu conhecimento da polícia secreta da Suécia, e os conflitos entre a Europa e a Rússia.

Larsson reuniu dois parceiros improváveis ​​para serem seus heróis. Lisbeth Salander uma heróina fascinante e moderna. Uma hacker brilhante, punk, rebelde, introvertida uma mulher que sabe ser violenta, não respeita as autoridades, alguém que foi vítima de uma injustiça do sistema. Aos 12 anos de idade foi internada em um hospital psiquiátrico e somente com dificuldade ganhou sua liberdade. Mikael Blomkvist é um jornalista de esquerda (como Stieg Larsson).

Nos livros anteriores cheios de emoção, com várias histórias paralelas umas às outras. Cada livro com um grande final, mas que deixaram perguntas no ar. Ambos terminam em suspense. Só agora, com a publicação de "A rainha do castelo de ar", o terceiro romance da trilogia Millennium sucesso mundial do falecido Stieg Larsson, podemos apreciar plenamente a realização do escritor sueco. A trilogia está entre aqueles romances que expandem os horizontes da ficção popular. É o livro que encerra a história, bem como as histórias dentro das histórias. Agora vem a rainha do castelo de ar, com Salander lutando por sua vida. O livro começa, Lisbeth tem uma bala em seu cérebro, sob custódia da polícia e é acusada de assassinato. Ao longo do romance, o funcionamento do serviço secreto sueco é revelado, como a realidade do mundo dos jornais e da imoralidade de algumas autoridades. Larsson escreveu um romance que é complexo, gratificante, inteligente, surpreendente. Você não vai querer se levantar de sua cadeira por um bom tempo. O volume final da trilogia Millennium é tão imprevisível e magnífico como os dois volumes anteriores! Lisbeth Salander planeja sua vingança final - contra aqueles que a prejudicaram, bem como contra as pessoas que, a fim de esconder seus próprios segredos obscuros quase a destruiram. Ela foi vítima, mas agora ela é uma caçadora.

O que diferencia a trilogia de Larsson de outras obras de suspense? O mais óbvio é o brilhantismo da narrativa de Larsson. É uma rica e emocionante história de suspense, que nos envolve no destino de Lisbeth, ao mesmo tempo em que nos transporta para todos os níveis da sociedade sueca. Outra razão para o sucesso da trilogia é a sua mensagem política. Há neonazistas, criminosos e vilões corporativos nesses livros, mas finalmente o inimigo está em funcionários corruptos do governo. Até certo ponto, Larsson baseou seu enredo sobre escândalos reais em seu próprio país, mas os perigos que ele expõe são mundiais. É que não há violência gratuita, nenhuma tecnologia sem sentido, apenas tudo entrelaçado com propósito e, apesar da alta contagem de corpos, em uma narrativa plausível. Este é um romance adulto para os leitores crescidos, que querem algo mais do que uma solução rápida e um romance bobo. E é por isso que a trilogia Millennium é justamente um fenômeno editorial em todo o mundo. É por isso que um jornalista sueco desconhecido passou a ser uma sensação editorial internacional. (Estima-se que mais de 60 milhões de livros foram vendidos no mundo todo). No início deste terceiro volume, Larsson nos diz que "desde a antiguidade até os tempos modernos, existem muitas histórias de mulheres guerreiras, de amazonas" e divaga sobre mulheres guerreiras da história e da mitologia. Lisbeth não é simplesmente uma mulher solitária, que foi perseguida, mas uma figura mítica, uma  vingadora que luta em nome de todas as mulheres contra a opressão. Tudo isso - a honestidade política, a raiva contra o sexismo, o suspense, a narrativa irresistível, o foco em costumes sexuais modernos, a tensão sexual entre Mikael e Lisbeth - fez a trilogia Millennium não somente um sucesso comercial, mas talvez o melhor, o exame mais amplamente focado da política moderna na ficção popular. Larsson conta a história de Lisbeth contra um panorama ambicioso que engloba os mundos do jornalismo, corporações, medicina, crime organizado, o governo, a polícia e os tribunais. O que sinto é um tipo de dor e tristeza, sabendo que Larsson, o fabricante destas maravilhas, não vai escrever mais nada. Ter escrito trilogia pode ter matado Larsson, mas ele deixou algo, uma obra-prima moderna.





domingo, 28 de setembro de 2014

A desobediência civil(1849) - Henry David Thoreau(Editora L&PM)





A Desobediência Civil (em inglês, Civil Disobedience) é um ensaio escrito por Henry David Thoreau em 18491 . Tem somente 80 páginas.
Thoreau escreveu o livro após ter sido preso por não pagar seus impostos, que ele se negou a pagar porque financiavam a guerra contra o México, que na época teve grande parte de seu território anexado pelos EUA.
De caráter anarquista e libertário, a obra inspirou Mahatma Gandhi, Leon Tolstói, Martin Luther King Jr. e o movimento hippie, além de algumas tendências anarquistas. Henry David Thoreau (Concord, 12 de julho de 1817 — Concord, 6 de maio de 18621 ) foi um autor americano, poeta, naturalista, ativista anti-impostos, pesquisador, historiador, filósofo. Ele é mais conhecido por seu livro Walden, uma reflexão sobre a vida simples cercada pela natureza,


Minha opinião:

Thoreau expõe no ensaio suas idéias sobre uma sociedade justa e ideal. Sobre como o indivíduo deve se portar perante a sociedade quando deseja torná-la o mais justa possível. O texto é irônico e perceptivo, em alguns pontos a obra permanece atual, em outros não. O autor diz que “existem 999 patronos da virtude para cada 1 virtuoso”. Ou seja, que centenas de pessoas estão prontas para criticar alguém que faz nada para melhorar as coisas, mas apenas poucos realmente fazem algo. Um dos pontos que ele mais destaca é a necessidade de “não se prestar ao mal que condenas”; ele parte do princípio de que o homem não precisa fazer tudo que lhe é possível em uma vida, mas precisa fazer alguma coisa. Fazer algo para o bem. Alguns personagens e situações são da figuras importantes nos Estados Unidos e hoje não tem o significado de outrora.Thoreau inspirou claramente  Mahatma Gandhi no conceito de que, se um governo prende injustamente, os homens justos devem estar presos. Foi este conceito que guiou o autor até o seu próprio cárcere, e que motivou prisões de Gandhi contra diversas medidas injustas do império Britânico à época da independência indiana.
Thoreau conclui que a desobediência civil, pacífica, mas constante, é necessária e vital para uma sociedade justa. Alega que a democracia não é a última melhoria possível dos modos de governo, que um passo adiante em direção ao reconhecimento e à organização dos direitos do homem é, sim, possível. Por fim, diz que Estado nenhum será iluminado e livre enquanto não reconhecer o indivíduo como poder maior e independente que a ele (Estado) deu origem. Cheguei a conclusão que é um livro para se ler na adolescência. Lendo pela primeira vez na idade adulta, ele chega a ser meio ingênuo. Ele cita muito a injustiça em se pagar impostos, nada mais atual e cai como uma luva para o Brasil. Um país com tantas injustiças sociais e corrupção, ao mesmo tempo um dos líderes em cobrança de impostos no mundo. Dinheiro que na maior parte, vai para o bolso de brasileiros corruptos em todas as esferas da república. A corrupção está incutida na alma do brasileiro e só mudará com uma mudança nas leis e uma maior cobrança de parte da população. Como Thoreau escreve, não adianta condenar os corruptos e fazer o mesmo no seu trabalho. Você que de alguma forma comete um delito, seja de qualquer espécie, não importando o tamanho da quantia ou mercadoria roubada ou desviada, também é um ladrão e corrupto. O que acontece, são milhões apontando o dedo para os políticos e no entanto agem da mesma forma. Seria interessante não pagarmos mais impostos, enquanto não acabar a corrupção. Agora,quem teria coragem de dar o primeiro passo? Por exemplo deixar de pagar o IPTU,e correr o risco de perder o seu imóvel. Não pagar o IPVA e outras dezenas de tributos. O que aconteceria se milhares ou milhões fizessem isso ao mesmo tempo? Por outro lado, um país sem governo e sem impostos, não se transformaria em uma anarquia total? Eu acho que o melhor caminho é o do meio...
Observação – Essa versão da L&PM, ainda tem um trecho do livro “Walden” de próprio Thoreau e é incrível! Eu já tenho o livro e começarei a lê-lo.

Translate:

 The Civil Disobedience (English, Civil Disobedience) is a book written by Henry David Thoreau in 18491 .Has only 80 pages essay.
Thoreau wrote the book after being arrested for not paying his taxes, he refused to pay because they financed the war against Mexico, which at the time had much of its territory annexed by the USA.
Anarchist and libertarian character, the work inspired Mahatma Gandhi, Leo Tolstoy, Martin Luther King Jr. and the hippie movement, and some anarchist tendencies. Henry David Thoreau (Concord, July 12, 1817 - Concord, May 6, 18621) was an American author, poet, naturalist, anti-tax activist, researcher, historian, philosopher. He is best known for his book Walden, a reflection upon simple living surrounded by nature,
 
My opinion:
Thoreau in the essay exposes his ideas about a just and ideal society. About how the individual should behave in society when you want to make it as fair as possible. Text is ironic and perceptive, at some places the work remains current, in others not. The author says that "there are 999 patrons of virtue to one virtuous each." Ie, that hundreds of people are ready to criticize someone who does nothing to improve things, but only a few actually do something. One of the points he emphasizes is the need to "not pay to condemn evil"; he assumes that man does not need to do everything you can in a life, but to do something. Do something for the good. Some of the characters and situations are important figures in the United States and today has the meaning of outrora.Thoreau clearly inspired Mahatma Gandhi on the concept that if a government arrests unfairly, the righteous men should be arrested. It was this concept that led the author to his own prison, and that motivated arrests of Gandhi against various unjust measures of the British Empire at the time of Indian independence.
Thoreau concludes that civil, peaceful, but constant disobedience is necessary and vital to a just society. Argues that democracy is not the last improvement possible modes of government that a step further towards recognizing and organizing the rights of man is indeed possible. Finally, he says that no state will be lit and free while not recognize the individual as a higher and independent that he (State) led power. I concluded that it is a book to read in adolescence. Reading the first time in adulthood, it begins to be rather naive. He cites much injustice in paying taxes, nothing more current and fits like a glove for Brazil. A country with so many social injustices and corruption, while one of the leaders in tax collection in the world. Money mostly goes into the pocket of corrupt Brazilians in all spheres of the republic. Corruption is ingrained in the soul of Brazilian and only change with a change in the laws and greater recovery of part of the population. As Thoreau writes, there is no use condemning the corrupt and do the same at work. You that somehow commits an offense, either of any kind, no matter the size or the amount stolen or diverted goods is also a thief and corrupt. What happens, millions are pointing the finger at the politicians and yet act the same way. It would be interesting do not pay more taxes, while not end corruption. Now, who would have the courage to take the first step? For example fails to pay property taxes, and run the risk of losing your property. Do not pay the property taxes and other dozens of tributes. What would happen if thousands or millions did that at the same time? On the other hand, a country with no government and no taxes, there would turn into total anarchy? I think the best way is the middle ...
Note - This version of the L & PM also has an excerpt from the book "Walden" Thoreau himself and is amazing! I already have the book and begin to read it.